As 5 patologias mais comuns em prédios do Litoral de SC
A maresia, os ventos fortes e a alta umidade do litoral catarinense aceleram a degradação de edificações. Conheça as patologias mais frequentes e como preveni-las.
O litoral de Santa Catarina apresenta condições ambientais particularmente agressivas para edificações: alta salinidade, umidade relativa acima de 80%, ventos constantes e variações térmicas significativas.
1. Corrosão de armaduras
A maresia penetra no concreto e atinge as armaduras de aço, causando corrosão expansiva. O resultado são fissuras, desplacamento de concreto e perda de capacidade estrutural. Edifícios a menos de 500m do mar são os mais afetados.
2. Infiltrações em fachadas
As fachadas voltadas para o mar (face leste/nordeste) sofrem ação direta da chuva dirigida. Falhas em rejuntes, trincas e revestimentos mal aplicados permitem a entrada de água, causando manchas, eflorescências e degradação interna.
3. Fissuras por movimentação térmica
A variação de temperatura entre verão e inverno causa dilatação e contração dos materiais. Sem juntas de dilatação adequadas, surgem fissuras em lajes, vigas e paredes — especialmente em coberturas e últimos pavimentos.
4. Descolamento de revestimentos cerâmicos
A combinação de umidade, variação térmica e falhas na aplicação causa o descolamento de pastilhas e cerâmicas de fachada. Além do risco estético, há risco de queda de materiais sobre pedestres.
5. Deterioração de impermeabilização
Terraços, coberturas e garagens subterrâneas frequentemente apresentam falhas de impermeabilização após 5-10 anos. A água infiltrada compromete estruturas, instalações elétricas e gera mofo em unidades.
Prevenção é a chave
A inspeção predial periódica — combinada com um plano de manutenção preventiva — é a forma mais eficiente de identificar essas patologias em estágio inicial, quando o custo de reparo é até 5x menor.
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